18 fevereiro 2015

Resgate de vítimas em avalanches




Resgate de vítimas em avalanches

Vamos entrar numa nova temática. Nas últimas publicações abordamos os cuidados a ter e como prevenir avalanches. Agora vamos abordar o resgate de vítimas que sejam surpreendidas por avalanches.





É difícil conservar a calma nos momentos de confusão e ansiedade que se seguem a uma avalanche, mas é fundamental actuar com serenidade para conseguirmos ajudar os nossos companheiros que tenham tido a infelicidade de ficar sepultados por uma avalanche.





As estatísticas revelam que uma quarta parte das vítimas  de avalanches morrem de imediato por efeito da mesma, e as que sobrevivem a estes primeiros efeitos têm maior possibilidade de sobrevivência, se forem resgatadas antes de passar meia hora. Passado este tempo, as probabilidades de encontrar o acidentado com vida diminuem drasticamente. Portante é essencial uma rápida actuação e procura da vítima, por parte dos companheiros que testemunharam o acidente.





As medidas a adoptar e a busca devem ser levadas a cabo com ordem e disciplina, e orientadas pela pessoa mais experiente nestes temas, ou aquela que se imponha nesta difícil situação, pela sua forte força psíquica. Antes de iniciar a busca deve-se avaliar o perigo de novas avalanches, sendo que se esse risco for elevado, e não existirem vias de saída da zona perigosa, deve-se abandonar a busca. Se existirem vias de saída e os "buscadores" levarem "ARVA", deve-se colocar um observador num local seguro para alertar de possíveis novas avalanches e proceder à busca.





A aproximação à área da avalanche faz-se de preferência, seguindo o curso da avalanche, para se tentar encontrar possíveis rastos da vítima e para evitar que se desprendam outras avalanches secundárias nas proximidades.
Dependendo da capacidade do grupo para efectuar um auto-resgate eficaz, deve-se tomar a difícil decisão de alertar os grupos de socorro ou de não o fazer. Deve-se analisar todos os factores, como o nosso equipamento para a busca (ARVA), condições físicas, condições meteorológicas, etc., mas uma vez tomada a decisão de pedir ajuda exterior, não se pode perder muito tempo e deve-se alertar estas equipas de socorro, fornecendo-lhes todos os dados necessários para o bom trabalho dos grupos de resgate.






No próximo artigo, daremos continuidade a este tema, até lá...





Boas caminhadas

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