10 agosto 2017

Montanhismo

O meio




É lamentável que qualquer pessoa utilize os rios, o mar ou os bosques como lixeira privada onde despejar tudo aquilo que não querem ter em casa, mas ainda mais lamentável que aquelas pessoas que desfrutam a vida e o desporto na natureza, o façam, porque isto demonstra que nos restam poucas esperanças. 


Se os que escapam das cidades para o campo procuram algo de diferente, não compreendem a necessidade de preservar o meio ambiente.


Felizmente também existem muitas pessoas que compreendem o problema e colaboram ativamente para arranjar uma solução. Assim, por exemplo, enquanto alguns atiram ao mar o seu lixo, outros lutam para manter limpo o fundo marinho e incansáveis trabalham desinteressadamente a compor o que outros ignorantes estragaram.




Quando nos deslocamos pela natureza praticando qualquer desporto, devemos ter em conta certas considerações que nos ajudarão a conservar o meio e evitar incomodar aqueles que partilham connosco o mesmo meio, sejam eles excursionistas ou habitantes (humanos ou não).



Nos artigos seguintes abordaremos essas considerações que se podem converter numa espécie de código deontológico do bom aventureiro. Até lá…



Boas caminhadas

03 agosto 2017

Montanhismo

O meio




Cada vez, são mais as pessoas que se aproximam de lugares remotos cujo único benefício é oferecer umas vistas assombrosas e belas de uma paisagem que a pouco e pouco desaparece. 


Essas mesmas pessoas que se assombram e maravilham perante a pureza de umas águas ou do magnífico espetáculo das montanhas e dos bosques, são capazes de deixar os seus cigarros acesos e o seu lixo no solo.


Como eles, muitos aficionados dos desportos de montanha, que em teoria amam a natureza e desfrutam da beleza de um local, deixam ficar no solo latas de refrigerantes, garrafas de vidro, plásticos e toda uma série de desperdícios que convertem um parque natural ou um espaço protegido, numa lixeira.



Em mais de uma ocasião já regressei da montanha carregando na minha mochila lixo que outros menos conscientes abandonaram nos caminhos por onde passei. 



Noutras situações foi-me impossível reparar os estragos que outros fizeram, pois teria necessitava da colaboração, pelo menos, de um exército.



No próximo artigo voltamos a este tema. Até lá…


Boas caminhadas