22 outubro 2014

Padrões climáticos e os iões do ar (6)




Os iões do ar e o rendimento físico

Já em 1961 Allan Frey, da General Electronics Center da Universidade de Cornell, publicou um artigo sobre os efeitos dos iões atmosféricos no comportamento. Chegou à conclusão de que o tempo de reacção das pessoas e os padrões de actividade dos animais (quer dizer os movimentos por hora) ficavam alterados devido ás mudanças nas concentrações de iões no ar e a relação entre iões positivos e negativos.






 O doutor Frey também resumiu um obscuro estudo Russo em que a capacidade de trabalho dos desportistas melhorava devido à inalação de iões negativos durante 25 dias (15 minutos por dia). Estes desportistas aumentaram a sua força de preensão em cerca de 46% nesse período.





Também, e apenas com 9 dias de ionização, a sua resistência correndo num tapete rolante, aumentou cerca de 60%. No entanto, Frey demonstrou preocupação pela forma como estava elaborado esse estudo, argumentando que poderia não estar controlado correctamente.





Alguns anos mais tarde após a publicação dessa revisão, DeVries e Klafs informaram acerca do papel que tinha o facto de respirar ar ionizado artificialmente sobre o rendimento físico. A sua hipótese de trabalho era que respirar ar negativamente ionizado melhora significativamente o rendimento em resistência.





Quarenta e cinco estudantes de educação física, vinte e um homens e vinte e quatro mulheres, participaram em quatro ocasiões num exercício de banco (banco de 50 centímetros e incluindo 36 subidas por minuto) até ao esgotamento. O ar inalado em cada prova era distinto nos seguintes aspectos:
1) ar normal da sala
2) ar normal da sala forçado a passar por uma máquina simuladora que se supõe que o ionizava
3) ar ionizado negativamente desde um gerador de iões
4) Ar ionizado positivamente desde um gerador de iões.





Os resultados indicaram que o ar ionizado artificialmente (fosse positivo ou negativo) não tinha efeito no rendimento de resistência. Tanto nesta experiência como no estudo de Frey, é importante reconhecer que os primeiros geradores de iões não eram tão fiáveis como os que existem actualmente.





Informações mais recentes de investigações Israelitas descreveram os efeitos de uma única exposição a iões de ar negativos em dois grupos de homens. O primeiro grupo (experimental) recebeu ar neutro (221-256 iões por centímetro cúbico) numa ocasião, e ar carregado negativamente (136.000 a 190.000 iões/cc) noutra ocasião.





O segundo grupo (controle) foi exposto duas vezes ao ambiente neutro. Durante séries de exercícios de 30 minutos em condições de calor (40ºC). Uma exposição a ar com iões negativos deu como resultado uns aumentos de temperatura corporal, pulsações e sensações de exaustão significativamente menores, assim como se verificou melhorias notáveis no volume de trabalho.





Outra série de medidas fisiológicas (suor, frequência respiratória, consumo de oxigénio e nível de ácido láctico no sangue) não sofreram alterações devido à inalação de iões do ar. Estes resultados mostraram que a exposição a iões negativos reduzia a fadiga fisiológica e mental durante uma actividade fatigante num ambiente quente.





No próximo artigo voltaremos a abordar este tema, até lá...






Boas caminhadas

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