15 outubro 2014

Padrões climáticos e os iões do ar (5)




Efeitos fisiológicos dos iões do ar

Acredita-se que os pequenos iões do ar (tanto positivos como negativos) entram no corpo humano através do aparelho respiratório. 





Estudos realizados em animais e em pessoas demonstraram que uma ionização excessiva e positiva do ar inalado reduzia o movimento dos cílios na traqueia e originava secura da garganta, dores de cabeça, comichão e obstrução dos seios nasais.







A ionização não deu como resultado nenhum destes sintomas. Apesar do lógico ceticismo sobre os efeitos dos iões do ar na função fisiológica, existem dois intrigantes estudos que dão evidência bioquímica  de que um neurotransmissor cerebral está intimamente implicado.





Esses estudos foram inspirados pelo facto de que os efeitos da serotonina (por exemplo, contracção da musculatura lisa, constrição dos vasos sanguíneos, aumento da frequência cardíaca) eram muito similares aos efeitos atribuídos aos iões positivos. Os investigadores também levantaram a hipótese de que os iões negativos seriam capazes de neutralizar os efeitos da serotonina. Em duas experiências separadas, utilizaram-se medicamentos que têm os efeitos opostos sobre a síntese e eliminação de serotonina. A reserpina esgota a serotonina do cérebro, enquanto que a iprionacida actua de forma a aumentar o aporte de serotonina (imitando a acção teórica dos iões positivos do ar).





Com a reserpina, o tecido da traqueia ficava resistente ao ar ionizado positivamente. Isto apoiava a ideia de que a ausência de serotonina estava envolvida. Quando se administrou iprionacida ao tecido da traqueia, os efeitos dos iões positivos do ar duplicaram (sem usar iões positivos reais) e resistiu a influência dos iões negativos do ar.





 Estes resultados demonstram que o neurotransmissor cerebral serotonina pode ser uma parte do mecanismo biológico pelo qual os iões positivos e negativos actuam no corpo humano. Estes resultados também podem explicar como são afectadas as pessoas sensíveis ao tempo.





Mais algumas experiências com animais, concretamente com ratos expostos a factores stressantes, demonstraram que os iões negativos do ar tinham um efeito redutor da ansiedade mensurável. Estes testes utilizaram técnicas sofisticadas para medir as respostas dos sistemas nervoso e endócrino anteriormente situações stressantes.





Observaram-se adaptações no hipotálamo, nas glândulas suprarrenais, no metabolismo cerebral, no comportamento, na actividade, na alimentação e nos agentes stressantes.
Os estudos médicos efectuados em pessoas reforçam os resultados conseguidos nesses animais. Conforme já foi dito num capítulo anterior, algumas pessoas experimentavam um síndroma de irritação antes e durante os ventos sharav.





O médico Felix Sulman prescreveu em 1971 um medicamento anti serotonina (sandomigran) a 80 pacientes sensíveis ao vento sharav.






Observou que 70 dessas pessoas perderam todos os sintomas associados ao excesso de serotonina, incluindo dores de cabeça, falta de sono, irritabilidade e tensão. Sulman e os seus colegas demonstraram mais tarde que os pacientes sensíveis ao sharav excretavam maiores quantidades de serotonina na urina do que os pacientes não sensíveis. Isto sugere que essas pessoas sensíveis ao tempo possuem alguma característica desconhecida que altera o seu equilíbrio bioquímico  debaixo da influência  desses agentes meteorológicos stressantes.
Curiosamente, inclusive quando o tempo está claro e calmo, originam-se mudanças nos níveis de iões no ar durante o decorrer do dia.





Para a semana voltaremos a este tema, até lá…





Boas caminhadas

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