17 novembro 2012

Actividade de Montanha no Parque Natural de Somiedo, Asturias




2-4 Novembro

Filipe Correia – CM “N”aventuras (Clube de Montanhismo “N”aventuras)

Teresa Macedo – CMB (Clube de Montanhismo de Braga)







Paralelamente à atividade a Peña Trevinca do Clube do CMB, resolvemos levar a cabo um projeto antigo, o de visitar o Parque Natural de Somiedo. A decisão de ser na mesma altura prendeu-se com o facto da previsão meteorológica ser de instabilidade.

O Parque Natural de Somiedo, é um parque natural localizado na área central das montanhas da Cantábria no Principado das Astúrias, no norte de Espanha. Estende-se por 39.164 hectares, correspondendo geograficamente com o município de Somiedo, que é completamente incluída no parque, bem como os municípios de Belmonte e Teverga.

 
É um dos poucos lugares onde a natureza pura impera. As suas paisagens, fauna, gentes e gastronomia tornam-no um local único. Um dos trilhos mais conhecidos é o Lago do Vale, que foi o polo de atração para a nossa viagem. Existem muitos outros, lindíssimos, que com grande pena nossa não pudemos percorrer, dada a escassez de tempo. Ficaram, no entanto, a vontade e a certeza de lá voltar…






1º Dia

 A partida foi a 2 de Novembro, calma, desfrutando do próprio percurso até ao Porto de Somiedo onde obtivemos as informações finais para chegar à Polla de Somiedo, fornecidas por um caminheiro que por ali parava tão fascinado com a paisagem quanto nós. A vila é muito acolhedora, e as gentes afáveis e simpática. Instalámo-nos no Parque de Campismo da povoação e fizemos o reconhecimento do local: Posto de turismo, trilhos, restauração…









2º Dia

 Apesar do vento e chuva que se fizeram sentir durante a noite, no dia seguinte foi possível iniciar a caminhada, cujo ponto de partida ficava a cerca de 8Km, no final de uma estrada íngreme e sinuosa. Apesar de ser possível fazer o percurso com veículo adaptado, esta possibilidade está restringida e há que estacionar antes de chegar ao l’Auterio, onde se inicia o percurso a pé.







No início sobe-se por entre os prados até ao vale ricamente arborizado, que nesta altura estava com uma profusão de cores soberba, de acordo com as cores outonais desta época.





Os prados albergavam o gado bovino tranquilo, pachorrento que, nalguns casos acumulava as funções de guarda de propriedade dos seus donos…







Durante o percurso observámos várias cabanas típicas de região, em excelente estado de conservação e com um enquadramento paisagístico fantástico.





O nevoeiro resolveu fazer-nos companhia e perseguiu-nos de forma consistente e decidida, quase nos ultrapassando, até um determinado ponto em que as correntes de vento impediram a sua progressão.





Seguindo a as indicações, chega-se a um percurso em zig-zag que culmina numa área murada que contorna o Lago. Este Lago é o maior das Astúrias, com cerca de 24ha nesta altura, após ter sido submetido a obras de aproveitamento hidrelétrico na Central de La Malva.










Almoçámos nas margens do Lago, aproveitando para apreciar toda a beleza envolvente. O clima junto ao Lago era agreste, com frio e vento forte. A fome foi mais forte e a vontade de permanecer também.










Voltamos pelo mesmo caminho, tranquilos e confiantes apesar da chegada apressada da noite porque o percurso assim o permitia, com grande segurança. Não chegou a ser necessário o recurso a lanternas…







Em seguida: regresso à base para jantar e descansar.
A noite foi fria mas confortavelmente passada.


3º Dia

O dia amanheceu triste e chuvoso… Antes de iniciar a viagem de regresso, deliciámo-nos com uma fantástica tortilla, pão e cerveja. Já com o conforto gastronómico, iniciámos o trajeto de volta para Braga, que foi bem mais longo: não era nosso desejo abandonar tão mágico lugar.






Texto: Teresa Macedo




Fotografia: Filipe Correia


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