25 março 2013

Caminhada do CMB 23.03.2013

Realizou-se no passado dia 23 de Março de 2013 a tradicional caminhada mensal do Clube de Montanhismo de Braga, desta feita com uma semana de antecedência devido às festevidades da Páscoa, conforme comunicado. Fomos agraciados pelo S. Pedro com um tempo maravilhoso. A seguir fica um pequeno registo videográfico da caminhada para recordar. Um obrigado a todos os participantes pelos momentos de tranquilidade, harmonia e boa disposição proporcionados e que tornaram esta, mais uma caminhada de sucesso.


21 março 2013

50.000 visitantes do nosso blog




Só temos uma palavra para os visitantes do nosso blog, OBRIGADO. É um prazer para o CMB - Clube de Montanhismo de Braga, atingir este número de visitantes no seu blog. Atingido este número de visitas, apenas nos dá mais ânimo para continuar a publicar artigos relacionados com o montanhismo. Enquanto procuramos temas, também aprendemos. A segurança e a prevenção são a principal base para os praticantes do montanhismo, e não só, mas também. Essa é a essencia dos nossos artigos. Esperamos estar a ser úteis neste nosso objectivo. Mantenham-se atentos, pois novos artigos estão a ser preparados. São vocês, os nossos seguidores, quem nos motiva. Por essa fidelização reinteiramos o nosso agradecimento. Bem hajam.


O Clube de Montanhismo de Braga está cada vez mais forte, e é graças a vocês.



20 março 2013

Cobras venenosas de todo o mundo (parte 2)

(continuação ...)



Bushmaster

Estas são grandes cobras de corpo moderadamente esguia e cabeça muito mais larga que o pescoço. Têm comprimento médio de 2,10 m a 3,30 m, mas podem atingir comprimentos superiores aos 3,30 m. São castanho-claras, com um matiz cor-de-rosa, e têm uma série de manchas escuras, as quais são largas no dorso e estreitas nos lados. As escamas são extremamente rugosas e levantadas como os dentes de uma lima.




A bushmaster aparece principalmente nas florestas nas baixas altitudes. Prefere solo seco e esconde-se, muitas vezes, nos covis dos animais. Quando no solo da floresta, a sua camuflagem torna-a difícil de localizar. A cobra pode permanecer imóvel até ser tocada ou pode tentar fugir quando encurralada. Pode atacar traiçoeiramente – algumas vezes pode até atirar-se contra um intruso. A cauda vibra quando a cobra está irritada e estas vibrações entre as folhas secas podem confundi-la com uma cascavel. A bushmaster é uma cobra selvagem e perigosa, mas raramente é vista. A melhor precaução é usar botas e não pôr as mãos nos buracos e arbustos rentes ao chão.





Grupo das cobras-ferro-de-lança

Neste grupo há várias espécies intimamente relacionadas. A ferro-de-lança e cerca de seis das suas parentes são cinzentas e castanhas ou avermelhadas, com manchas escuras, as quais são geralmente estreitas no dorso e largas nos flancos. É moderadamente grossa, com uma cabeça muito mais larga que o pescoço. A ferro-de-lança tem um comprimento médio de 90 cm a 1,20 m, mas pode atingir um comprimento de 2,40 m ou 2,70 m. Alguns membros deste grupo são mais grossos. A ferro-de-lança é também conhecida por “barba-amarela”.




O grupo das cobras-ferro-de-lança está largamente espalhado através das Américas Central e do Sul. A espécie maior é de cobras terrestres. Algumas das pequenas, conhecidas por víboras-das-palmeiras, vivem nas árvores, especialmente na base das folhas das palmeiras. Os tipos maiores deste grupo são perigosos e aparecem muitas vezes nos canaviais e em volta das residências, onde caçam ratazanas. Todas elas arqueiam o corpo antes de atacarem.
A cascavel, a bushmaster e o grupo ferro-de-lança são todas relacionadas com as víboras-mosqueadas. Todas têm dois dentes compridos na mandíbula superior e mais nenhum dente de dimensões comparáveis às daqueles. Os dois dentes compridos podem estar cobertos por uma cortina de carne ou dobrados para trás dentro da boca. Outra característica destas cobras é a presença de uma fossa profunda entre o olho e a narina.

Cobras-marinhas

A cobra marinha aparece apenas em águas salgadas ou salobras ao longo da costa do Pacífico, do Golfo da Califórnia ao equador. É por vezes abundante no Golfo do Panamá. Não aparece no Atlântico. A cobra-marinha das Américas tem o dorso castanho e preto e a barriga amarela. Estas cobras podem ter um comprimento médio de 60 cm a 90 cm.





Não há cobras venenosas em nenhuma das ilhas das Caraíbas, excepto na Martínica, em Santa Lúcia e na Trindade. O Chile e as terras altas dos Andes acima dos 3.000 m não têm cobras venenosas.





Cobras venenosas do Sueste Asiático

Cobra-capelo

A atitude típica de combate, com a cabeça levantada e o capuz aberto, é a característica que mais facilmente permite identificar as cobras-capelo. A espécie mais vulgar, a cobra-capelo-indiana (também conhecida por Naja, ou Naga), pode atingir 1,80 m de comprimento. A marca de “óculos” no capelo é típica destas espécies. A marca pode consistir numa só mancha ou duas sem ponte. As cobras-capelo fazem o capelo quando excitadas, normalmente, mas nem sempre. A cobra-capelo-real é a maior de todas as cobras venenosas. Tem um comprimento médio de 3 m a 3,60 m; algumas podem atingir os 5,40 m. Em proporção ao corpo, o capelo da cobra-capelo-real é mais estreito que o das outras cobras-capelo.




As cobras-capelo são as mais vulgares cobras venenosas em muitas das regiões do Sueste asiático. São particularmente numerosas na India, onde, devido a crenças religiosas, os nativos não as destroem. As cobras-capelo aparecem com mais frequência em locais rochosos ou em edifícios velhos, onde se alimentam de ratazanas. As espécies mais vulgares não são particularmente traiçoeiras. Contudo, a capelo-real pode atacar deliberadamente, especialmente quando guarda os ovos. 




As capelo são cobras lentas. Para atacar levantam sempre a cabeça. Podem ser mortas com uma vara dura batida segundo um plano paralelo ao solo e apontada à cabeça ou à parte levantada.





Kraits

A maior parte das kraits têm um listrado brilhante em preto e branco ou preto e amarelo. Têm uma coluna vertebral rígida, na qual há uma fiada de escamas largas. A cabeça é pequena e não mais larga que o pescoço. As kraits têm um comprimento médio de 1,20 m a 1,5 m, mas podem atingir 1,80 m.




A krait vulgar da India desloca-se principalmente durante a noite. Vive em terrenos abertos, de preferência matagais cerrados, e muitas vezes é encontrada próxima de povoados e nos caminhos. A krait listrada prefere a selva fechada. Todas as kraits são muito venenosas. São cobras inofensivas e normalmente não mordem, a menos que sejam pisadas. Ao contrário da cobra-capelo, a krait não levanta a cabeça para atacar nem ataca com o corpo arqueado como a víbora – simplesmente, sacode bruscamente a cabeça de um lado para o outro e morde.





Víboras

Normalmente, as víboras têm a cabeça mais larga que o pescoço. A espécie mais vulgar e mais perigosa é a víbora Russel. É grossa e atinge 1,5 m de comprimento. Têm marcas discretas no dorso, consistindo em três fiadas de pintas formadas por anéis negros debruados a branco e com o centro avermelhado ou castanho. A víbora-de-escamas-serradas é outra espécie perigosa. Estas são cobras pequenas, com cerca de 60 cm de comprimento, geralmente de cor clara com quadriláteros escuros. As escamas dos flancos são rugosas e algumas vezes em dente de serra. Quando perturbadas, estas cobras enroscam-se vigorosamente e emitem um assobio ruidoso.




A víbora de Russel prefere locais abertos e ensolarados, mas pode ser encontrada em quase toda a parte, excepto na floresta cerrada. Não é particularmente traiçoeira e não costuma atacar, a menos que seja consideravelmente irritada. Embora pequena, a víbora-de-escamas-serradas é traiçoeira e morde com grande presteza; consta que víboras apenas com 30 cm de comprimento matam. Preferem zonas desérticas ou secas e não aparecem na floresta cerrada.





Víboras-de-fossa

As víboras-de-fossa podem ser esguias ou grossas. A cabeça é habitualmente muito mais larga que o pescoço. Estas víboras são vulgarmente castanhas, com manchas escuras. Alguns tipos são verdes. São assim chamadas por causa da depressão profunda entre o olho e a narina.
Na India há cerca de uma dúzia de espécies desta cobra. As víboras-de-fossa aparecem em todos os tipos de terreno e podem ser encontradas nas árvores ou no chão. As cobras que vivem nas árvores são esguias; as que vivem no chão são grossas e de corpo pesado. Apenas as maiores são perigosas. Uma das víboras-de-fossa da China é uma moccasin similar às da América do Norte; aparece nas zonas rochosas das montanhas remotas do Sul da China. Atinge um comprimento de 1,35 m, mas não é perigosa, a menos que a irritem. Uma víbora-de-fossa pequena, com cerca de 45 cm de comprimento, aparece muitas vezes nas planícies da China oriental. Esta cobra é demasiado pequena para ser perigosa para um homem calçado.





Cobras-marinhas

Estas cobras têm a cauda achatada em forma de remo e distinguem-se das enguias pelo facto de terem escamas e as enguias não. As cobras-marinhas variam enormemente quer quanto à cor, quer quanto à forma. O comprimento médio destas cobras vai de 1,20 m a 1,5 m, mas por vezes podem atingir os 2,40 m ou mesmo os 3 m.
As cobras-marinhas encontram-se ao longo das costas e na foz de alguns dos maiores rios. A mordedura destas cobras é perigosa, mas rara. As cobras-marinhas podem ser vistas, por vezes, em grande número, especialmente durante a época do cio, mas raramente costumam morder, a menos que lhes mexam. Não se conhece um só caso de ataque deliberado a um homem dentro de água.






Cobras venenosas da Europa, África e Próximo Oriente

Na Europa, a Oeste de Volga, as víboras são as únicas cobras venenosas que podem ser encontradas. Não há cobras venenosas na Irlanda nem em Madagáscar.

Cobras-de-coral

Iguais às cobras da América do Norte.




Cobras-marinhas

Iguais às cobras do Sueste asiático.





Víboras europeias

Estas cobras têm um corpo curto e grosso e uma cabeça larga, a qual é muito mais larga que o pescoço. Têm, normalmente, uma listra em ziguezague pelo dorso. A cor pode ser cinzenta, castanho-esverdeada, avermelhada ou amarela. A víbora europeia tem um comprimento médio de 69 cm. Há oito espécies no continente europeu. Também são conhecidas por “áspides”.
As víboras aparecem geralmente nas zonas silvestres, particularmente nas formações rochosas, tais como os Pirinéus, os Apeninos e nos montes balcânicos, onde podem ser encontradas até aos 1.500 m. Podem ser encontradas até aos 67º de Latitude na Escandinávia e através da Sibéria. Encostas ensolaradas, terrenos alagadiços e charnecas, searas e montes de entulho são os seus locais favoritos para vaguear. Algumas das víboras europeias são agressivas e selvagens, provocando ocasionalmente algumas mortes.





Víboras africanas

As víboras do Norte de África são similares às da Europa, excepto quanto à víbora-de-capelo.  Esta é uma cobra grande, acastanhada ou cor de areia, com marcas berrantes, de corpo pesado e cauda muito curta. 




A víbora-de-capelo atinge um comprimento de 1,5 m. A África Central e a do Sul têm várias espécies adicionais de víboras. Entre as maiores está a víbora-de-cornos. Encontra-se na África Ocidental, tem cornos no nariz, uma cabeça muito larga e um corpo grosso coberto de marcas coloridas ao longo do dorso; atinge um comprimento máximo de 1,20 m. A víbora do Gabão tem um corno no nariz, uma cabeça larga e um corpo grosso com marcas oblongas no dorso e manchas triangulares coloridas nos flancos; sabe-se que atinge um comprimento de 1,80 m. Há um vasto número de víboras africanas, a maior parte delas de pequeno tamanho.




A víbora-de-capelo prefere as florestas abertas ou os relvados próximos dos cursos de água. A víbora-de-cornos encontra-se nos ou próximo dos cursos de água. A víbora do Gabão vive nas florestas densas. A mordedura de qualquer uma destas cobras é extremamente perigosa. Contudo não são agressivas nem inclinadas a morder. As víboras mais pequenas, que se encontram nos territórios arenosos, nas matas abertas, nos capinzais ou nas florestas fechadas, são mais provavelmente agressivas e perigosas, a despeito do seu pequeno tamanho. Uma das espécies mais pequenas enterra-se na areia e pode atacar  à passagem das pessoas. A sua presença é denunciada por um serpenteado característico na areia.





Cobras-capelo

Há várias variedades de cobras-capelo na África e no Próximo Oriente. As cobras-capelo desta área podem ser pretas, castanhas, cinzentas ou amareladas, com ou sem marcas. As cobras-capelo atingem, por vezes, 1,80 m a 2,10 m. Uma espécie, a cobra-capelo-d’água, pode atingir os 2,40 m.




As cobras-capelo da África e do Próximo Oriente podem ser encontradas em quase todos os habitat. Uma variedade vive na ou próxima da água, outra trepa às árvores. Algumas das cobras-capelo nesta área são referidas como sendo agressivas e selvagens. A vulgaríssima cobra-capelo-egipcia do Norte de África e das regiões adjacentes é muitas vezes encontrada em volta de locais rochosos e de ruinas. 




A distância a que a cobra pode atacar é igual à distância que vai da cabeça levantada ao chão. Algumas cobras-capelo, porém, podem “cuspir” o veneno a uma distância de 3 m a 3,60 m. 




Este veneno é inofensivo, a menos que atinja os olhos, pois neste caso pode provocar cegueira se não forem imediatamente lavados. É particularmente perigoso escarafunchar nos buracos e nos montes de pedras por causa da possibilidade de se encontrar uma cobra-cuspideira.








Mambas

Estas cobras são muito delgadas e têm cabeças pequenas. Têm geralmente uma cor uniforme, negra ou verde, sem manchas ou marcas peculiares. As escamas são lisas, simétricas e largas. As mambas atingem um comprimento de 3,60 m. 




Uma mamba de 2,40 m tem cerca de metade da grossura de um cabo de vassoura. É difícil identificar as mambas com rigor. Os dentes de uma cobra de 2,40 m têm apenas cerca de 1,5 cm de comprimento, a grossura de um alfinete e estão quase completamente cobertos de carne.




As mambas encontram-se em toda a África, excepto nas zonas mais a Norte. A mamba da África do Sul pode ser encontrada desde a Tanzânia, no Leste, até à África Ocidental, a sul do Congo; há duas mambas – a negra e a verde. A mamba-verde encontra-se na África Ocidental, desde o Senegal ao Niger. 




As mambas vivem nas árvores ou no solo e consta que entram nas casas procurando ratazanas. São cobras muito rápidas. Podem atacar deliberadamente durante a época de acasalamento, mas fora dela são bastante tímidas. 




A mordedura da mamba é muito perigosa. Como curiosidade o nome de mamba negra não se deve à cor do corpo, mas sim devido ao facto de possuir o interior da boca negro.





Cobras venenosas da Austrália, Nova Guiné e Ilhas do Pacífico

Na Austrália, na Nova Guiné, nas Novas Hébridas, nas Carolinas, nas Salmão e outras ilhas adjacentes, quase todas as cobras são venenosas. Nas ilhas a leste da Nova Zelândia não há cobras venenosas terrestres.

Cobras-marinhas

Iguais às do Sueste asiático

Trigonocéfalas

Iguais às da América do Norte

Víboras-malhadas

Estas cobras têm um corpo curto, grosso e desgracioso, com uma cabeça muito mais larga que o pescoço e uma cauda curta e fina. Raramente atingem mais de 60 cm de comprimento. Podem ser cinzentas, castanhas, cor-de-rosa ou cor de tijolo, dependendo do arenito da região em que vivem e no qual a camuflagem se integra perfeitamente. Especialmente nas cobras jovens podem ser observadas bandas de cor escura por todo o corpo. A víbora-malhada tem escamas rugosas e um espinho na cauda.
Estas cobras encontram-se em locais arenosos na maior parte da Austrália e no Sul da Nova Guiné e das Molucas. Dado que a víbora-malhada se confunde com o solo onde vive, não é provável que seja vista. Embora a cobra não seja rápida a atacar, pode ser perigosa se irritada ou pisada. O veneno desta cobra é extremamente poderoso.





Cobras-tigrinas

A cobra-tigrina tem anéis escuros sobre fundo verde-acastanhado, cinzento, laranja ou castanho. Por vezes, os anéis são indistintos. Tem um corpo entroncado, com uma cabeça demasiado larga. O seu comprimento médio é de cerca de 1,20 m a 1,50 m quando adulta, mas pode atingir 1,80 m. A cobra-tigrina dilata o pescoço quando excitada.




A cobra-tigrina vive em terreno seco, distribuindo-se extensivamente através da Austrália e da Tasmânia. É um reptil selvagem e perigoso que provoca mais mortes na Austrália que todas as outras cobras juntas. As cobras-tigrinas são rápidas a morder, dilatando o pescoço e atacando com um golpe fulminante tão vigoroso que, por vezes, desloca o corpo da cobra para diante de tal maneira que parece que a cobra executa um pequeno salto.

Cobras-pardas

São cobras delgadas, de cabeça estreita. Normalmente, atingem um comprimento de 1,20 m a 1,50 m. Os olhos são grandes. A cor vai de amarelo-luminoso ao castanho ou cinzento no dorso e branco no ventre. As jovens são castanho-pálidas e têm um belo desenho em anéis. Há cerca de uma dúzia de cobras aparentadas com esta, algumas das quais são chamadas “cobras-chicote”. A despeito do reduzido tamanho da cabeça, o veneno desta cobra é extremamente violento.
A cobra-parda está largamente distribuída na Austrália e aparece também na Nova Guiné. Não é uma cobra agressiva, a menos que a perturbem. Arqueia-se para atacar.





Cobras-negras

A cobra-negra é azul-escura no dorso, escarlate-brilhante no ventre e debruada a preto. As escamas estão dispostas simetricamente e são lisas e acetinadas. O comprimento médio desta cobra vai de 1,80 m a 2,10 m. O corpo é delgado e a cabeça estreita. Dilata o pescoço à mínima sensação de alarme.




Esta cobra encontra-se por toda a Austrália, excepto no Norte e na Tasmânia. Prefere locais alagadiços ou cursos de água. Mergulha e nada bem e pode permanecer debaixo de água por longos períodos de tempo. Dado que se mantém imóvel no fundo dos cursos de água, pode ser perigosa para os banhistas. A cobra-negra não costuma atacar, a menos que a pisem ou a encurralem. Quando excitada, levanta a cabeça alguns centímetros do chão em plano inclinado e ataca a partir desta posição. Embora na Austrália haja mais gente mordida pela cobra-negra que por qualquer outra espécie. O seu veneno é relativamente fraco e são muito poucas as vítimas mortais da sua mordedura.

Contamos ter elucidado algumas dúvidas relativamente ao tipo de cobras venenosas existentes pelo mundo. Não esquecer que a melhor forma de evitar ser mordidos é evitá-las e para que tal suceda é necessário reconhecê-las. No próximo artigo abordaremos as cobras venenosas existentes em Portugal Continental.





Boas caminhadas e … cuidado onde colocam os pés.

Cobras venenosas de todo o mundo (parte 1)




A pedido de alguns leitores, vamos enumerar as espécies de cobras venenosas existentes pelo mundo. Uma vez que se pode inserir como complemento do último artigo. Lógicamente que não abordaremos todas as espécies, mas sim e apenas as mais importantes.





É inquestionável, que a cobra é um animal temido pela maioria das pessoas, principalmente devido ao bombardeamento negativista sobre este animal que a sociedade em que estamos inseridos nos incute, seja através da leitura, do cinema e até da religião, a cobra sempre está ligada ao mal. A realidade é bem diferente, é um animal que teme o homem, apenas morde quando precisa de se defender, caso contrário prefere fugir. Existem culturas que veneram este animal, que na realidade é fundamental para manter o ecossistema em equilíbrio, pois entre muitas outras vantagens para o Homem,  a sua alimentação baseia-se normalmente em pequenos roedores que são prejudiciais ao ser humano.





A título de curiosidade, à uns poucos anos atrás, uma grande cidade Oriental, tinha um prato de culinária muito procurado e apreciado, que consistia em cobra. A caça à cobra para confeccionar pratos culinários e conseguir responder à grande procura desse “alimento” originou a aniquilação quase total das cobras na região. O Governo e a população tiveram que unir forças na criação de cobras, desta feita não para as comer, mas sim para as soltar nos campos e jardins  de forma a terminar com uma praga enorme de ratos e ratazanas que estavam a transmitir imensas doenças ao ser humano, para além de lhe destruir as colheitas e estragarem os bens. Após soltarem as cobras, e passado pouco tempo, terminou a praga e o ecossistema voltou a ser restabelecido, a cobra passou a ser praticamente venerada por aquele povo.

Dados sobre as cobras

As cobras venenosas devem ser respeitadas e evitadas, mas não devem ser temidas. Os dados que se seguem ajudarão a dissipar muitos dos medos infundados que as pessoas têm das cobras.
A maior parte das cobras não são perigosas. Mesmo muitas das cobras venenosas que não tenham atingido ainda a maturidade são apenas marginalmente perigosas.





Há muitas cobras pequenas, contudo – com o comprimento máximo de cerca de 1,5m – que são muito venenosas desde o nascimento. Algumas das mais comuns são relacionadas abaixo:




Nos trópicos existe grande variedade de cobras venenosas, mas o perigo destas cobras é realmente menor do que o das zonas dos Estados Unidos, infestadas de cascavéis e de moccasines.





Algumas zonas do mundo, tais como a Nova Zelândia, Cuba, Haiti, Jamaica, Porto Rico e as Ilhas da Polinésia, estão livres de cobras terrestres venenosas.
Algumas cobras podem ser agressivas e  atacar sem provocação aparente. A cobra-rei do Sudoeste da Ásia, a bushmaster (a maior cobra venenosa do Novo Mundo – América Tropical . Lachesis Mutus), a cascavel da América do Sul e a mamba da África (muito frequente nos coqueiros, donde ataca os indígenas que pretendem apanhar os cocos), têm sido referenciadas como cobras que, em certas ocasiões, atacam sem provocação aparente. Mas a agressividade é a excepção. Quase todas as cobras são tímidas e dóceis e costumam afastar-se do caminho para evitarem o homem.





As cobras não suportam as condições meteorológicas extremas. Nas regiões temperadas, estão activas dia e noite durante os meses mais quentes. No tempo frio, hibernam ou ficam inactivas. Nas regiões desérticas e semidesérticas, as cobras estão mais activas durante as primeiras horas do dia e procuram a sombra durante o dia. Há muitas cobras que só estão activas durante a noite.
Normalmente, as cobras deslocam-se lentamente, mas podem atacar com rapidez fulminante. Elas não podem ultrapassar um homem a correr e apenas um pequeno número delas podem saltar do chão.





Exagera-se muitas vezes a distância de ataque de uma cobra. Raras vezes é superior a meio comprimento da cobra. Numa cobra de grande envergadura é de cerca de um terço do seu comprimento. Algumas das víboras, contudo, são conhecidas por atacarem de uma distância igual aos seus comprimentos. Algumas cobras podem também atacar de uma distância igual a dois terços dos seus comprimentos, por meio de um movimento de desenrolamento completo dos seus anéis.
É fácil calcular a distância de ataque de uma cobra desde que a parte erguida nunca esteja cirvada em “S”, mas apenas lançada para a frente e para baixo. A distância é vulgarmente de cerca de 30 cm, mas a distância de ataque de uma cobra-rei de 3,60 m pode ser da ordem dos 90 cm.






Grupos gerais de cobras venenosas

Cobras venenosas de dentes compridos

Entre o grupo das cobras muito venenosas estão as víboras da Europa, da Ásia e da África, a cascavel, a trigonocéfalo e a moccasin boca-branca da América do Norte, e a bushmaster, a ferro-de-lança e várias outras espécies da América tropical.
A víbora-verdadeira e a víbora-mosqueada são maioritariamente grossas, com as cabeças chatas. As espécies bem conhecidas de víboras-verdadeiras, encontradas apenas no Velho Mundo, são a víbora Russel da India; a víbora do Cabo, na África do Sul; a víbora-de-capelo, das zonas secas da África e da Arábia, e a víbora do Gabão, da África tropical.





A mordedura de uma cobra deste grupo é muito dolorosa e é seguida de inchaço local, o qual aumenta ao mesmo tempo que o veneno se espalha pelos tecidos.

Cobras venenosas de dentes curtos

Devido aos dentes relativamente curtos das cobras deste grupo, qualquer tecido ligeiro reduz o seu perigo para o homem. O seu veneno é o mais mortal das cobras venenosas. Incluem-se neste grupo a cobra-capelo, a krait (cobra nocturna extremamente venenosa, de pele brilhante anelada e dentes canelados, da Ásia Oriental e Ilhas adjacentes. Pertence à família Elapidae e é conhecida no Indostão por karait) e a cobra-de-coral. Englobam a maior parte das cobras da Austrália e muitas das espécies habitam a Índia, a Malásia, a África e a Nova Guiné.
Há dez ou mais espécies de cobras-capelo, todas elas na África ou na Ásia. Todas elas são mais ou menos capazes de formar um “capuz”. A cobra-rei é a maior das cobras venenosas.





O veneno da cobra-capelo e das suas parentes afecta fundamentalmente os nervos e a mordedura só passa a ser dolorosa algum tempo depois. À medida que o veneno é absorvido pela corrente sanguínea da vítima, vai-se distribuindo rapidamente por todas as partes do corpo.

Cobras marinhas

As cobras marinhas venenosas não aparecem no Atlântico, mas surgem em largo número ao largo das costas do oceano indico e do Sul e Oeste do Pacífico. Aparecem vulgarmente nos rios influenciados pelas marés e próximo das costas, mas podem ser vistas no alto mar.





Normalmente não incomodam os nadadores, pelo que é baixo o perigo de se ser mordido por elas. São identificadas pela forma achatada e verticalmente deprimida das caudas.

As Constritoras

Embora não venenosas, tem interesse mencionar alguns factos a respeito das pitons, boas, anacondas e outras constritoras – cobras que usam a sua poderosa musculatura para asfixiar as suas presas. Algumas delas são cobras enormes, que podem atingir 7,5 metros de comprimento. Estes répteis são tímidos e raramente atacam o homem. As boas vivem na América Tropical e as pitons na África e na Ásia tropicais.





Algumas vezes atacam crianças pequenas, mas não costumam agarrar nada que seja demasiado grande para deglutir. Um homem é demasiado grande até mesmo para a maior das pitons. São lentas a deslocar-se e tímidas, mas, se apanhadas ou encurraladas, estas cobras podem contra-atacar, enrolando-se em torno do atacante. Os seus dentes afiados e o poder de constrição podem torna-las traiçoeiras e perigosas.






Identificação das cobras venenosas

Não há uma característica única que distinga uma cobra venenosa de uma inofensiva excepto a presença de dentes e glândulas de veneno. A ideia de que todas as cobras venenosas têm cabeças lanceoladas ou triangulares ou qualquer outra característica importante aviadora é uma concepção errada e perigosa.
A única forma positiva para identificar cobras venenosas é aprender a conhecer e a reconhecer  as espécies venenosas pela vista nas várias partes do mundo. A capacidade para distinguir uma cobra venenosa de uma inofensiva minimizará o perigo de se ser mordido e ajuda a eliminar o medo.






Acção do veneno das cobras





O veneno da cobra é uma mistura de proteínas que destroem diversos tecidos do corpo, imobilizando ou matando a presa. Os venenos classificam-se normalmente em duas grandes categorias: Neurotóxicos, que são os que afectam o sistema nervoso, ou Hemotóxicos, que afectam o sangue. No entanto todos os venenos contém elementos dos dois tipos, mas normalmente é apenas um deles que predomina.

Acção proteolítica

Caracteriza-se pela destruição das proteínas do organismo. Causa destruição de tecidos (necrose). Decorre da acção citotóxica directa nos tecidos por fracções proteolíticas do veneno. Pode haver iponecrose, mionecrose e lise das das paredes vasculares.






Acção coagulante

Provoca destruição directa ou coagulante do fibrogéneo (proteína que ajuda a coagulação do sangue). Dessa forma origina com que o sangue não coagule. O fibrogéneo deposita-se em microcoágulos principalmente nos pulmões. Assim o restante sangue fica incoagulável devido à falta do fibrogéneo. Sem que necessariamente exista hemorragia, esta surge quando as paredes dos vasos sanguíneos menores forem lesadas pela acção proteica.

Acção neurotóxica

As alterações que provocam, mais comumente são a queda das pálpebras superiores (ptose palpebral), perturbações da visão, diplopia (visão dupla), obnubilação, torpor, sensação de adormecimento ou formigamento na região atingida, sialorreia (salivação abundante), etc. A indificiência respiratória, costuma ser a causa de óbito nestes casos.

Acção hemolítica

A actividade hemolítica (destruição das células vermelhas do sangue). Na prática, essa acção é evidenciada pela eliminação da meta-hemoglobina (elemento do sangue) através da urina, que se apresenta com cor de coca-cola ou de vinho tinto. Este quadro costuma evoluir para insuficiência renal aguda, quando não tratado, sendo a causa principal dos óbitos nestes casos.

Sintomatologia

As manifestações ou sintomas decorrentes da mordedura  de animais venenosos, são proporcionais à quantidade de veneno inoculado. As suas características variam em função do género a que pertence o animal causador da mordedura.








Grupo Botrópico

Veneno de acções proteolítica e coagulante
Todas as serpentes do género Bothrops (família Viperidae) produzem sintomas semelhantes, variando apenas de intensidade, de acordo com a quantidade de veneno inoculado. Há sempre dor no local da picada, com aumento progressivo desta. Seguidamente a região afectada começará inchar gradualmente e surgem manchas róseas (avermelhadas) ou cianóticas (azuladas ou arroxeadas). Posteriormente aparecem bolhas, que inclusive podem conter sangue no seu interior.





 Quando as reacções locais se tornam mais intensas, aparece febre e ocorre frequentemente infecção secundária. Nos casos leves não há vómito, a não ser que a vítima seja muito emotiva. Nos acidentes graves podem ocorrer vómitos incolores, biliosos (amarelo-esverdeados) ou mesmo sanguíneos, seguidos de prostração, sudorese e desmaio. Quando se verifica a inoculação de grandes quantidades de veneno, podem ocorrer hemorragias pelo nariz, gengivas, bordas das unhas, couro cabeludo e também pela urina, que se torna vermelha e turva.

Grupo Crotálico

Veneno de acção neurotóxica e hemofílica. As picadas por cascavel geralmente não provoca dor local que, quando ocorre, não é intensa, pelo que a região afectada permanece normal ou apresenta um pequeno aumento de volume, com sensação de adormecimento ou formigueiro. Após 30 a 60 minutos após a mordedura, surgem dores musculares numa ou em várias partes do corpo, principalmente na zona da nuca, obnubilação, diminuição ou mesmo perda de visão, pálpebras superiores caídas ou semi-fechadas (fácies neurotóxica).





Nesses casos, a vítima sente tonturas, não consegue ver com nitidez, a visão torna-se turva com imagens duplas. Além disso as pálpebras permanecem semi-fechadas, dando uma expressão peculiar à face, chamada de “fácies neurotóxica”. Pode ocorrer ainda a eliminação de meta-hemoglobina pela urina, que se apresenta em volumes reduzidos e com cor de coca-cola ou de vinho tinto. Em determinados casos podem ocorrer vómitos.

Grupo Elapídico

Veneno de acção neurotóxica. As mordeduras provocadas pela cobra coral, geralmente não causam dor ou reacção local. Logo após a picada, surge formigueiro ou adormecimento da região, com irradiação para a raíz do membro afectado. Cerca de 30 a 60 minutos após a mordedura, surge a “fácies neurotóxica”.





Este quadro pode ser acompanhado de salivação grossa, dificuldade em engolir e por vezes de falar (articular palavras). Nos casos mais graves, há risco de vida devido a paralisia respiratória.

Grupo Laquético

As mordeduras provocadas por Lachesis Muta parecem apresentar as mesmas manifestações observadas em casos de mordeduras por serpentes do grupo Botrópico.  Costumam originar também eventuais alterações da visão.






De seguida vamos identificar algumas das cobras mais venenosas por esse mundo fora:


Cobras venenosas da América do Norte

Cascavel

Há cerca de vinte e sete espécies de cobras-cascavéis nos Estados Unidos e no México. Excepto naquelas localidades donde foram exterminadas, há um ou mais tipos em todos os locais.
O chocalho na ponta da cauda é a melhor e mais segura maneira de a identificar. Se o chocalho estiver escondido, o corpo grosso e a cabeça avantajada são bons sinais de perigo.
Algumas cobras cascavéis são pequenas e a sua mordedura não é provável que provoque a morte.





Outras tais como a crótalo (cobra de chocalho cujo nome cientifico é Crotalus adamanteus, reconhece-se pelos desenhos em forma de losango no dorso), podem atingir 2,40 m de comprimento e são muito perigosas. A cor das cobras-de-chocalho varia do cinzento ao negro e pode ter ou não pintas ou manchas.
As cobras-de-chocalho aparecem praticamente em todos os tipos de terreno, mas preferem os espaços abertos e arenosos ou as saliências rochosas. Nem sempre agitam o chocalho como aviso.





Quando surpreendidas, podem atacar primeiro e tocar o chocalho depois. As cobras-de-chocalho costumam, quase sempre, fugir sem combater. O perigo da mordedura depende do tamanho da cobra. Uma cascavel pequena fará adoecer um homem; a mordedura de uma maior (de 90 cm a 1,5m) pode ser fatal.






Moccasin-d’água (Boca branca)

A moccasin-d’água tem um corpo grosso e uma cabeça mais larga que o pescoço. Tem em média 90 cm a 1,20 m, mas pode crescer até 1,80 m. É normalmente castanha-opalescente ou verde-azeitona e marcada com bandas indistintas ou manchas. Estas marcas desaparecem por vezes nas cobras de maiores dimensões. A barriga é amarelada, manchada de pintas mais escuras. As moccasin jovens têm uma coloração vistosa. A boca, quando aberta, é branca.





A moccasin-d’água é confundida muitas vezes com várias outras espécies inofensivas de cobras-d’água, muitas delas muito parecidas na cor e na forma. As cobras não identificadas encontradas na ou perto da água devem ser evitadas.





A moccasin-d’água vive na ou perto da água e é uma boa nadadora. É vista muitas vezes estendida ao sol nos ramos e toros ao longo dos cursos de água lentos, reentrâncias e pântanos. A cobra costuma normalmente retirar-se quando perturbada, mas pode ficar no seu terreno de boca aberta numa atitude de ameaça. Por esta razão, é por vezes chamada “boca branca”, “basbaque” ou “alçapão”. O veneno da moccasin-d’água é muito violento e a mordedura de uma moccasin grande é muitas vezes fatal.


Trigonocéfalo (moccasin-das-terras-altas)

É uma cobra de corpo grosso, com uma cabeça mais larga que o pescoço. Atinge o comprimento médio de 1,35 m. A cor é normalmente castanho-pálida, com numerosas listras mais escuras estreitando na linha média do dorso. As marcas podem ser poucas e discretas nas cobras maiores. A cabeça é vermelho-cobre. A barriga tem geralmente uma cor clara um tanto ou quanto sarapintada.





Nas zonas nórdicas, a trigonocéfalo aparece nas florestas cerradas. No Sul pode ser encontrada quase por todo o lado nos campos e nos bosques. Prefere terreno seco e elevado. Estas cobras são bastante tímidas. Habitualmente, mantêm-se escondidas e procuram fugir quando descobertas. Quando encurraladas, podem fazer vibrar a cauda e produzir um zumbido audível na vegetação. As mordeduras da trigonocéfalo são raras e não são particularmente perigosas para os adultos. Apenas se conhece um número reduzido de casos fatais. A trigonocéfalo também é conhecida como “moccasin-das-terras-altas”, “cabeça de cepo”, “víbora sorna” ou “cobra-piloto”.






Cobras de coral

Estas cobras fazem parte da família das cobras-de-capelo. Têm as barrigas vermelhas ou cor-de-rosa e no dorso faixas vistosamente coloridas. Há três ou quatro tipos de cobras-de-coral, com um comprimento médio geralmente inferior a 60 cm. Há uma espécie que pode atingir cerca de 1,20 m de comprimento.





As cobras-de-coral aparecem apenas nas zonas subtropicais da América do Norte – Sul da Flórida e partes do México - , preferindo viver perto dos pântanos e dos lameiros das terras baixas.
Quando a cobra-de-coral de dentes curtos ataca, precisa literalmente de “mastigar” através da pele, o que faz que lhe seja virtualmente impossível morder através de qualquer tipo de vestuário.
As cobras-de-coral são inofensivas e tímidas. Raramente são vistas e provocam muito poucas mortes.






Cobras venenosas das Américas Central e do Sul

Cobras-de-coral

(iguais às cobras-de-coral da América do Norte).






Cobras-de-chocalho

Dos cinco tipos de cobras-de-chocalho das Américas Central e do Sul, apenas a cascavel tropical está largamente distribuída. Esta cobra e as suas parentes próximas são cobras grandes, tendo em média cerca de 1,5 m de comprimento. A cascavel tropical característica tem um par de listras escuras ao longo do pescoço, com marcas corporais geométricas. A cascavel mexicana tem marcas similares mas não tem as listras escuras. Uma cascavel mais pequena, existente na ilha de Aruba (uma das Pequenas Antilhas, em frente do golfo da Venezuela, administrada pela Holanda), tem o dorso cinzento-pálido e a barriga branca. O chocalho na ponta da cauda é identificação segura de todas as cobras-de-chocalho.
A cascavel tropical é um réptil perigoso. É grande e agressivo e o seu veneno é extremamente violento. Esta cobra pode atacar com um chocalho de aviso extremamente breve e antes de se enroscar. Quando importunada, pode avançar para o intrometido. Aparece apenas em territórios ondulados e secos e nunca nas florestas cerradas. A cascavel tropical também é conhecida por “cascabel” no México e na América Central e como “cacavel” no Brasil.













(continua...)