01 junho 2017

Montanhismo




História (cont.)






Os anos 50 testemunharam o triunfo das técnicas artificiais. No final da década de sessenta aparece um novo escalador, herdeiro do alpinismo clássico de Preuss e que se converteu  num dos heróis  modernos deste desporto: Reinhold Messner.





A ele se deve a distinção entre a escalada livre (em que os pitons constituem unicamente um meio de segurança) e a escalada artificial (em que os pitons se empregam como meio de progressão).





Os anos sessenta estão carregados de inovações e de mudanças. Novos instrumentos, novos equipamentos e inclusive novas designações.





 Na década seguinte os meios de comunicação dão mais atenção e e no alpinismo adquire peso a estética.





Convocam-se algumas competições de velocidade, primeiro na antiga URSS e mais tarde, sob a pressão de patrocinadores, na Europa.







As competições diversificam-se e isso complica as regulamentações. Começam a aparecer os organismos oficiais, as comissões e as federações desportivas.





Aparecem novos materiais e elementos, tanto para a escalada (como os spits ou as ancoragens químicas) como na alimentação ou na roupa (goretex, fleece,...).





O montanhismo recebe a onda de aficionados que procuram emoções sem limite e o regresso ao desporto ao ar livre que potencia o nascimento de outros desportos de aventura e risco.





A montanha oferece imensas possibilidades e surgem diversas especialidades.
Atualmente o número de aficionados cresce a e história, como é lógico, segue o seu curso, pois o montanhismo é um desporto em contínua evolução.






No próximo artigo voltaremos a esta temática. Até lá...





Boas caminhadas

24 maio 2017

Montanhismo

História (cont.)



O alpinismo nasceu nos alpes e foi nos Dolomitas, uma cordilheira no Norte de Itália, onde apareceram as primeiras técnicas de segurança.


No princípio nada fazia segurança aos escaladores, mas depressa foi evidente, com o aumento da dificuldade das vias, que era necessário contar com sistemas de segurança.


 Isto, no entanto, criou uma tremenda polémica em que se enfrentavam os meios naturais e os meios artificiais.

Ambas contam com escaladores de renome, valentes e incansáveis, como Paul Press, que defendia a primeira delas e confiava a sua vida nas suas mãos. 


A sua morte no Mandkogel, uma via muito concorrida raças aos pitões, demonstrou a necessidade de se contar com algum sistema de segurança, mas que no entanto não acabou com a polémica.


Os avanços nas técnicas, a progressão em cordada e os sistemas de segurança, permitem aceder a vias de maior dificuldade. 


Na década dos trinta, no apogeu do alpinismo heróico, alpinistas alemães, italianos e franceses competiam para alcançar alguns cumes, como a cara norte do Heiger, transportando este desporto para a sociedade. 




As façanhas dos alpinistas são aproveitadas para fazer propaganda política, mas mesmo assim estão carregadas do espírito que carateriza este desporto.


Também nessa mesma década aparecem novos elementos e novas técnicas que se somam ao equipamento e melhoram as possibilidades dos escaladores, como por exemplo, os crampons de doze pontas ou a técnica do piolet-tração. 




O calçado, principalmente as solas, aproveita-se dos novos materiais permitindo uma maior aderência em todas as situações.



A segunda guerra mundial provoca uma travagem no avanço deste desporto, mas não o consegue deter completamente.




Com menos meios e em piores condições, o alpinismo continua evoluindo. Uma nova meta, uma nova competição surge e aprisiona diversas nacionalidades: A conquista dos cumes mais altos do planeta, os "oitomil".



No próximo artigo voltaremos a este tema. Até lá...


Boas caminhadas