20 agosto 2013

O Zé Nuno vai participar no Ultra Trail do Mont Blanc





 O nosso associado e amigo Zé Nuno 


vai participar na edição deste ano do Ultra Trail du Mont Blanc (UTMB) em representação do Clube de Montanhismo de Braga.


A partir das 16h30  do dia 30 de Agosto já podem seguir o nosso atleta por terras do Mont Blanc. Basta colocar o nº do dorsal (3144) no campo de pesquisa (em cima à esquerda) e, pensamos nós, ao validar deverá aparecer a posição dele (no canto superior direito podem escolher o tipo de visualização: grafico, mapa, locais).


O site para seguimento é o seguinte: http://utmb.livetrail.net

UTMB 
Dorsal:  3144  Ferreira José   SE  H  Clube Montanhismo de Braga



No dia 28 já parte para esta aventura que, estamos convencidos, vai ser de sucesso este ano.




P.S.: Podem aproveitar também para seguir o atleta Carlos Sá, com o dorsal nº 4, que, este ano, pode muito bem ganhar a prova!


Boa sorte para os nossos atletas portugueses e em particular para o Zé Nuno.

14 agosto 2013

Resumo da expedição aos Pirinéus




Sete alpinistas do CMB alcançam 3 dos maiores cumes dos Pirinéus em 4 dias




Sete alpinistas associados do Clube de Montanhismo de Braga, partiram da cidade  de Braga com destino aos Pirinéus no passado dia 26 de Julho de 2013. O grupo foi composto por Paulo Costa, Amadeu Barros, Vítor Veloso, João Rodrigues, Manuel Ribeiro, Manuel Martins e Manuel João.





Após uma noite e parte do dia 27 de Julho de viagem, chegaram ao seu destino, a pacata aldeia de Áreu, na Catalunha, onde pernoitaram no Camping Pica D’Estats.








No dia 28 de Julho iniciaram a subida para o primeiro cume, o Pica D’Estats, com os seus 3.143 metros de altitude, sendo a mais alta montanha da Catalunha e de Ariége. As viaturas ficaram a pouco mais de 10 minutos de caminho do refúgio de Vallferrera.





Chegados ao refúgio começaram a ascender por detrás da fonte deste, até ao cruzamento de caminhos que levam aos Vales de Sottlo e de Areste, a 2.080 metros de altitude. Aí seguiram o itinerário da esquerda na direcção NW e começaram uma subida em diagonal.







Aos 2.180 metros superaram-se alguns bocados rochosos e iniciaram a descida para o fundo do Vale.









Após cruzarem o riacho de Sottlo por uma pequena ponte,





viraram para a direita em direcção ao N. Passados alguns minutos fizeram uma pequena paragem para recuperar algumas energias.





Retomando a marcha, atravessaram os Llanos de Sottlo tiveram que superar um ressalto rochoso.









Mais acima e após atingirem o lago de Sottlo, contornaram-o pela esquerda,





para atingirem de seguida o lago de Estats situado a 2.465 metros de altitude. Pernoitaram nas margens deste lago em tendas, montando aí o seu acampamento base. Ainda que o lago esteja situado aos pés da parede Sul do Pica D’Estats, apenas tínhamos percorrido metade do percurso até ao cume.











No dia 29 de Julho iniciaram a subida para o cume, subindo uma forte pendente que se intensifica progressivamente e sendo bastante desgastante no acesso final ao colado.









Chegados ao colado optaram por alterar a rota inicialmente prevista (via normal)







optando por uma via mais rápida e directa, mas, no entanto, mais perigosa, pois correspondeu a escalarem pela aresta da montanha, a qual não permitia qualquer falha, que se revelaria fatal devido à altitude a que os alpinistas se encontravam e ao espaço vazio que os separava da parede.











Um alpinista que ia fazer a aresta ofereceu-se como seu guia a quem o grupo agradece a prestável colaboração do espanhol Jordi.





Ao atingirem o final da aresta, quando já se avistava pela frente o cume do Pica D’Estats, encontrando-se próximo o cume do Verdaguer (situado a 3.131 metros de altitude), o grupo optou por alcançá-lo primeiramente,









para, de seguida, demandarem o cume do Pica D’Estats, situado a uma altitude de 3.143 metros.







Após a conquista destes dois cumes, e após os abraços e as fotos da praxe, o grupo iniciou a descida da montanha, com todas as precauções, pois, normalmente, é nas descidas que ocorrem a maioria dos acidentes. Na descida optaram pela via normal, o que originou uma volta maior, mas para além dos normais perigos, era mais segura do que a aresta. Ainda nesse dia regressaram ao Camping Pica D’Estats, onde pernoitámos, após terem desmontado o acampamento base a meio do percurso.












No dia 30 de Julho o grupo efectuou uma viagem de cerca de 150 km, deslocando-se para Benasque, aí acampando no Camping Aneto.
No dia 31 de Julho, o grupo deslocou-se para a base do Aneto, apanhando um autocarro que os levou até ao início do trilho.







 Esta viagem de autocarro demonstrou-se bastante assustadora, devido aos constantes precipícios existentes e uma estrada em terra batida bastante estreita. Previamente o grupo acordara abordar o cume por uma rota menos trilhada, a do Collado de Coronas, evitando, assim, a rota normal que parte do refúgio de Renclusa. Depois de se apearem do autocarro começaram imediatamente a subir a montanha, enfrentando pendentes muito pronunciadas que os conduziram a três patamares sucessivos de lagos (Ibons).











A pernoita aconteceu junto ao último destes lagos (Lago Coronas) a cerca de metade do percurso.













No dia 1 de Agosto, bem cedo, iniciaram a subida para o assalto ao cume













e  lograram alcançar o cume do Aneto (que é o pico mais alto dos Pirinéus, com a altitude de 3.404 metros e que faz parte do maciço Maladeta situado no Vale de Benasque), 




passando, para o efeito, na parte final da ascensão, o mítico Paso de Mahoma que permite o acesso ao cume da montanha.





Depois das habituais confraternizações de cume, iniciou-se a íngreme descida da montanha, sem que houvesse quaisquer percalços a registar. O grupo veio a deslocar-se, com algum vagar, para Braga, chegando à cidade no dia 4 de Agosto de 2013.
Foi, certamente, mais uma jornada bem sucedida do CMB, visto que todos os objectivos foram alcançados e todos os participantes regressaram a suas casas ilesos e satisfeitos.